Camboja repatria 73 sul-coreanos acusados de fraudes na internet
Um grupo de 73 sul-coreanos detidos no Camboja acusados de participarem em redes de fraudes pela internet foram repatriados hoje para a Coreia do Sul, onde serão julgados, noticiou a agência sul-coreana Yonhap.
Os detidos foram acusados pelo Governo sul-coreano de defraudar um total de 48,6 mil milhões de wons (cerca de 28 milhões de euros) a 869 vítimas sul-coreanas.
Trata-se da maior repatriação em grupo de suspeitos sul-coreanos de um único país, e ocorre três meses após uma repatriação semelhante de 64 pessoas do Camboja, que coincidiu com um escândalo nacional envolvendo grupos criminosos que atraem sul-coreanos ao país com ofertas falsas e os obrigam a trabalhar em centros de fraudes.
Entre os suspeitos repatriados hoje está um acusado de fugir da Coreia do Sul para o Camboja após cometer crimes sexuais contra um menor de idade, e outro que supostamente manteve uma pessoa como refém no país para extorquir dinheiro à família, detalha a Yonhap.
A maioria dos detidos é acusada de participar em esquemas românticos e outros tipos de fraude pela Internet.
Juntamente com os 73 suspeitos, as autoridades sul-coreanas, numa operação conjunta com as forças de segurança do Camboja, resgataram vários homens de cerca de 20 anos que tinham sido retidos e torturados em vários centros criminosos do país, afirma a agência, sem dar mais detalhes.
Há duas semanas, as autoridades sul-coreanas e tailandesas conseguiram deter na Tailândia um suspeito importante no caso da morte de um estudante sul-coreano no Camboja em meados do ano passado, o que gerou fortes protestos contra os centros de fraudes digitais do Sudeste Asiático.
O detido, um homem chinês de 42 anos, é suspeito de liderar a rede de fraudes que atraiu o estudante com uma falsa oferta de emprego no Camboja, onde teria sido sequestrado e torturado.
O caso causou grande comoção na Coreia do Sul e levou as autoridades sul-coreanas a lançar uma campanha para denunciar e combater a crescente crise de tráfico de pessoas ligada a redes criminosas dedicadas a golpes cibernéticos em países como Camboja e Myanmar, antiga Birmânia.